Suspensão do projeto Corredor Ecológico é equivocada, diz promotora



Após a reunião promovida por membros da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, realizada segunda-feira, em Arroio do Meio, e a notícia da suspensão do projeto Corredor Ecológico por até 90 dias - para que seja votado o novo Código Florestal -, a coordenadora do trabalho diz que a ação da comissão não tem força legal para barrar a iniciativa do Ministério Público e classifica a atividade parlamentar como desrespeito às comunidades ribeirinhas.

“Eles nem sequer conhecem o projeto e tudo aquilo que estamos fazendo, com a parceria de várias entidades, há dez anos”, explica a promotora de Justiça que coordena o projeto Corredor Ecológico, Mônica Maranghelli de Ávila.

“A Assembleia não tem legitimidade para impedir o seguimento de um inquérito civil público regional”, destaca.

Na ação proposta pelos parlamentares, da qual o deputado Edson Brum (PMDB) é participante, a ideia é paralisar as atividades até que a nova legislação entre em vigor.

De acordo com a assessoria de Brum, a suspensão não significa a extinção do Corredor Ecológico, e sim a adequação a uma possível mudança que ocorra após a aprovação da lei federal.

Para a promotora, isso soa como um desrespeito ao trabalho e à credibilidade das entidades envolvidas no projeto, mas, principalmente, à comunidade.

“O Ministério Público lamenta esse tipo de manifestação, que é equivocada, pois em nenhum momento esses senhores viram o projeto nem sequer conversaram com a coordenação”, destaca a promotora, que cita o promotor Neidemar Fachinetto como coordenador da Rede Ambiental e ela como presidente do inquérito.

Até o fim do mês de abril, a promotoria deve realizar mais sete audiências públicas em municípios do Vale do Taquari. Ontem foi a vez de Muçum receber a reunião técnica. Audiência do Ministério Público com a comunidade de Arroio do Meio ocorreu terça-feira, 12, e contabilizou 150 Termos de Ajustamento de Conduta.

Viva o Taquari Vivo: Defesa Civil e Acie reforçam mobilização


Viva o Taquari Vivo: Defesa Civil e Acie reforçam mobilização


Para atingir as metas, a ação necessita de voluntários e barcos. O planejamento da quinta edição da ação Viva o Taquari Vivo, que ocorre em 14 de maio, foi debatido em reunião realizada na última terça-feira, dia 05, na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).


O encontro foi marcado pela formalização do apoio da Coordenadoria Regional de Defesa Civil e Associação Comercial e Industrial de Estela (Acie) à mobilização. Empresas, escolas e entidades diversas de Lajeado, Arroio do Meio, Estrela e Teutônia unem-se para esta quinta edição, que visa ser novamente um momento para a reflexão de todos que utilizam diariamente o rio e para a comunidade em geral.


A Acie foi representada pelo vice-presidente administrativo Oscar R. Hüneimeier e pelo gerente executivo, Jair Mertz.


O major Vinicius Renner Galvani, coordenador regional da Defesa Civil, mostra-se motivado para participar do evento e divulgá-lo para as dezenas de municípios que compõe a regional. Comenta que o evento é uma “oportunidade para estimular as diferentes defesas civis a interagirem com a sociedade e trabalhar de forma integrada para prevenção de eventos naturais”.


A participação de ambas as entidades representa um reforço no contato mais direto com a realidade do rio, tanto por parte das empresas da população dos municípios que aderem à ação. Para diretora do colégio Cenecista João Batista de Mello, Graziela Lorencet, a conscientização da população, ainda enquanto estudantes, é decisiva para que a preocupação ambiental seja inserida nas práticas diárias futuras. “Nós participamos desde a primeira edição. Inicialmente, apenas com os professores e depois com atividades voltadas para os alunos.


A mostra Espelhos é um exemplo de atividade que induz os alunos a reflexão”, explica. A ação também ganhou a adesão e divulgação dos setores de Comunicação e Meio Ambiente da Cooperativa Certel. O trabalho de limpeza do rio começa às 7h30min do dia 14 de maio e estende-se até o meio dia. Para uma ação mais eficiente, a organização do evento convida os participantes dos clubes náuticos interessados em ajudar na limpeza do rio a comparecerem com suas embarcações nos locais do evento.


Em Lajeado, as equipes irão se concentrar no Porto dos Bruda. Já em Estrela, o ponto de encontro é a Associação Ecológica de Canoagem (Aeca). Confirmações e informações com a coordenadora da UPV, Cinara Girotto no pelo fone 3011-6900.


Apoio: Aepan-ONG

Bacia Hidrográfica Taquari-Antas



01/04/2011 Bacia Hidrográfica Taquari-Antas Plano vai culminar com ações de preservação e recuperação da água


Os 119 municípios integrantes do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica TaquarAntas comemoram um importante e decisivo passo no que diz respeito ao futuro da água em sua área de abrangência. A entidade lançou nesta sexta-feira (1º de abril) o Plano da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas, que tem como grande objetivo harmonizar a qualidade e a quantidade da água existente com os diversos usos que a sociedade faz deste bem.


No prazo de dois anos o Comitê terá definidas as ações de preservação e recuperação da água. O plano foi apresentado na Univates, em Lajeado, e na próxima semana, dia 8 de abril, será explanado na Universidade de Caxias do Sul (UCS).


O evento contou com a presença da secretária estadual do Meio Ambiente, Jussara Cony; diretora do Departamento de Recursos Hídricos, Nanci Begnini Giugno; além dos reitores Ney Lazzari (Univates) e Isidoro Zorzi (UCS).


“Esse é um momento muito importante. Vamos mapear para conhecer a atual situação dos recursos hídricos e decidir, junto com a comunidade, o que fazer com a água. É um assunto que diz respeito a mais de um milhão de pessoas que vivem na área de 26 mil quilômetros quadrados a que pertence a Bacia”, destacou o presidente do Comitê, Daniel Schmitz.


A secretária estadual elogiou o dinamismo do Comitê e disse que o trabalho fortalece sua política de atuação.


Jussara ainda afirmou que tem como meta de governo a implantação das agências por região hidrográfica para dar suporte técnico aos comitês (25 no RS).


Defensora de um programa de gestão na área ambiental, Jussara salientou que é preciso priorizar o desenvolvimento social e econômico, preservando a qualidade de vida do ser humano.


“A água, como um bem ambiental, é elemento estruturante para a gestão ambiental”. O reitor da Univates, Ney Lazzari, salientou a estrutura coletiva de trabalho característica do Vale do Taquari e da Serra. “É essa interação e união de forças da sociedade que nos destaca”.


Para Lazzari, o Comitê tem a importante função de regular o processo de crescimento e desenvolvimento em sua região de atuação.


Ao concluir, disse: “país rico é país sem pobreza”. Para o reitor da UCS, Isidoro Zorzi, as duas universidades têm papel fundamental na existência e manutenção do Comitê. Ele fez um resgate histórico da entidade e afirmou que um dos maiores desafios está na construção dos interesses solidários e do pleno exercício da representatividade.


O presidente da Certel, empresa apoiadora do Comitê, lembrou que desde 1985 a cooperativa realiza ações voltadas para o meio ambiente. Ao fazer referência à atividade da Certel na geração de energia garantiu o compromisso da utilização da natureza de forma sustentável.


“Queremos continuar usando a água sem danos ao meio ambiente”. O evento contou com a presença da imprensa e diversas autoridades da área ambiental. A programação do dia terminou com plantio de mudas de árvores no Parque Municipal da Lagoa, que fica na margem do Rio Taquari, em Estrela. Jussara Cony plantou uma muda de caliandra, tipo de arbusto específico para contenção de barrancos na beira de rios. O ato foi acompanhado por alunos do Projeto Navegar e da Escola Estadual de Educação Básica Vidal de Negreiros.


O Plano O Plano da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas foi apresentado pela Serviços Técnicos de Engenharia SA (STE), empresa que venceu a licitação. O diretor Adriano Panazzollo esclareceu sobre a abrangência do plano, o qual vai propor objetivos de qualidade da água, estabelecer o plano de ação e os valores a serem cobrados pelo uso da água e compatibilizar os interesses dos diferentes usuários.


Ele alertou para o formato participativo do plano, sendo que a sociedade será chamada para opinar e sugerir. “Vamos definir metas para atingir índices progressivos de recuperação e conservação dos recursos hídricos”, completou. As atividades serão divididas em fase A e B, ou seja. Na primeira será feito o diagnóstico dos usos, quantidades e qualidades.


Na etapa B vão ocorrer as discussões das alternativas de uso da água. É quando a população vai dizer qual o tipo de água que quer com base nas classes definidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) (de 1 a 5).


É também o momento que vai gerar uma repercussão econômica, não só no custo do tratamento quanto no nível de exigência para aproveitamento.


Público de diferentes cidades prestigiou evento na Univates Presidente do Comitê, Daniel Schmitz, e autoridades Secretária estadual do Meio Ambiente, Jussara Cony falou da importância da gestão ambiental Secretária Jussara plantou muda de árvore na beira do Rio Taquari, em Estrela Crianças de Estrela ajudaram no plantio das mudas Crédito: Simone Rockenbach Kamphorst

Parque da Lagoa em Estrela - Rio Taquari - Uma realidade



31/03/2011 - Implantação do projeto Corredor Ecológico do Taquari será intensificada




31/03/2011 - Implantação do projeto Corredor Ecológico do Taquari será intensificada Mônica Maranghelli de Avila apresentou resultados do projetoO projeto que busca promover a proteção dos recursos hídricos por meio da preservação e recuperação da mata ciliar no Rio Taquari terá a implantação intensificada.

A Promotora de Justiça que comanda a ação e preside os inquéritos regionais relacionados ao tema ampliará a atuação em prol do projeto Corredor Ecológico do Taquari.

Autorizada pela Corregedoria do Ministério Público, por um período de três meses Mônica Maranghelli de Avila terá as atribuições tradicionais reduzidas, para aumentar a dedicação ao programa, mobilizando entidades, proprietários de terras, imprensa e poder público.

A meta do projeto é promover a recuperação de quase 1,5 mil hectares de terras às margens do Taquari.

Nesta terça-feira, 29, representantes dos veículos de comunicação do Vale do Taquari e autoridades se reuniram com o Ministério Público para conhecer os resultados já alcançados e os próximos passos do projeto.

O encontro foi na Câmara de Vereadores de Estrela. Mônica Maranghelli e o biólogo da Secretaria do Meio Ambiente de Estrela, Émerson Musskopf, destacaram a metodologia e o histórico do projeto, lembrando que a ação começou a ser pensada em 2001, com a formação das Redes Ambientais, divisão regional estabelecida para atuação do MP na defesa do meio ambiente.

O projeto já obteve a assinatura de 929 termos de ajustamento de conduta no Vale do Taquari. Os TACs são formulados após vistorias e laudos técnicos elaborados sobre a situação de cada local, estabelecendo o compromisso do proprietário da terra junto ao MP de promover a recuperação das áreas degradadas. Ao todo, foram instaurados 972 inquéritos civis nos 13 municípios que aderiram ao projeto.

“Este é um trabalho que precisa ser desenvolvido em cooperação, porque se não for assim não se viabiliza. E se não tomarmos esse tipo de providência e de maneira uniforme, inviabilizamos a vida no Vale do Taquari”, destacou a Promotora.

Conforme o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, Júlio Almeida, “este é um projeto da comunidade, reconhecido no Estado e no Brasil”, disse o Promotor, destacando a importância da iniciativa.

“A cada enchente que temos, os prejuízos são imensos. Se perdem casas, animais, plantações. Proteger a margem do rio significa proteger o meio ambiente e o homem”. Para Júlio Almeida, o projeto viabiliza na prática “o que o legislador brasileiro não conseguiu fazer ainda, adequando a Lei à realidade fática de cada propriedade”.

O coordenador da Rede Ambiental Taquari-Antas, promotor Neidemar Fachinetto, ressaltou que a preservação dos recursos hídricos está elencada como uma das prioridades de atuação do Ministério Público.

Por isso lembrou que, além da preservação da mata ciliar, está sendo desenvolvido, paralelamente, um trabalho junto às Prefeituras da região para elevar o percentual de tratamento dos efluentes despejados no Taquari.

Para o presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas, Daniel Schmitz, o foco das ações está na sustentabilidade, “para aliar o desenvolvimento econômio, os usos múltiplos das águas, à preservação, para garantir a vida e o direito das futuras gerações ao meio ambiente”. Mônica Maranghelli de Avila apresentou resultados do projeto Júlio Almeida destacou importância da sustentabilidade na execução do projeto Émerson Musskopf, biólogo da Secretaria de Meio Ambiente de Estrela Por: Jornalista Natália Pianegonda Fonte: www.mp.rs.gov.br

Parque da Lagoa em Estrela


01/04/2011 - Entulho destrói área preservada Em uma visita ao Parque da Lagoa, às margens do Rio Taquari, a Secretaria de Meio Ambiente e Saneamento de Estrela se surpreendeu com a quantidade de pedras e terra encontrada no lugar do verde das mudas de árvores plantadas há meio ano.


Segundo a titular da pasta, Ângela Schossler, uma investigação foi aberta para identificar o autor do descarte, que pode ser qualificado como crime ambiental. “Estávamos vistoriando a margem do rio, que hoje irá receber a visita da secretária estadual de Meio Ambiente, Jussara Cony”, conta Ângela. Segundo ela, no espaço, havia cerca de cem mudas da espécie caliandra, árvore de pequeno porte, típica para o reflorestamento das áreas ribeirinhas.


Conforme Ângela, o responsável pelos entulhos já está sendo investigado pela equipe ambiental e deve ser notificado e multado nos próximos dias. “Se tivesse pedido para nós o aproveitamento do material no parque poderíamos ter aceitado. Mas não podemos admitir que simplesmente se destrua um trabalho de reflorestamento”, destaca.


A Secretaria de Meio Ambiente deve remover o entulho do local para recolocar as mudas de árvore, que fazem parte de um processo de recuperação integral da margem do Rio Taquari. “Vamos perder tempo e teremos que fazer de novo uma parte do trabalho que estava pronta”, conclui. A inspeção no local foi acompanhada pelo biólogo Emerson Musskopf, que é coordenador do Projeto Corredor Ecológico do Rio Taquari no município.

Corredor Ecológico do Rio Taquari em pauta




Corredor Ecológico do Rio Taquari em pauta

Corredor Ecológico em pauta - Março de 2011.


Mais de 140 mil mudas nativas serão plantadas, este ano, nas terras que margeiam o Rio Taquari. A meta faz parte do programa de reflorestamento da mata ciliar, que compreende 13 municípios da região.


Os dados sobre o andamento do projeto foram apresentados ontem, em audiência realizada na Câmara de Vereadores de Estrela.


O encontro foi promovido pelo Ministério Público. Desde que o projeto foi implantado, já foram vistoriadas 1.306 áreas, nas cidades que abrangem o Corredor Ecológico.


A tarefa não teve um início fácil, mas, por meio da ação conjunta de todos os órgãos envolvidos o objetivo é minimizar o impacto da degradação ambiental que vem ocorrendo no rio. “Até hoje, encontramos resistência em nove propriedades.


Estas não foram vistoriadas porque os moradores se recusaram a permitir”, revela a promotora de Justiça de Estrela, Mônica Maranghelli de Ávila.


Ela explica também que, para esses proprietários que relutam em permitir que seja feito o diagnóstico em suas terras, será buscado um meio judicial.


Outra reclamação de parte dos moradores é quanto ao tamanho da área de reflorestamento. A medição é definida conforme as condições de cada local.


Existem áreas em que o diagnóstico recomenda o reflorestamento de até 30 metros, contados a partir da margem do rio. “Houve um caso específico em que encontramos certa resistência porque a proprietária precisava da comprovação do uso da terra para conseguir a aposentadoria como produtora rural. Mas combinamos a execução do reflorestamento em partes, ou seja, dez metros por ano”, exemplifica o biólogo Émerson Musskoff.


O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público, Júlio Almeida, reforça a necessidade de promover o reflorestamento na região. “Corredores ecológicos só são necessários em áreas degradadas. E esse trabalho visa minimizar os efeitos da degradação da mata.” Ele explica que o MP está organizado redes ambientais em diferentes bacias hidrográficas.


Cada uma dessas redes elege suas prioridades de atuação para nortear o trabalho a ser desenvolvido. “O Corredor Ecológico é uma prioridade do Ministério Público. Está dentro de nosso plano de trabalho”, afirma Almeida. Fonte: O Informativo

Nível de rios baixa, mas Vale do Taquari mantém alerta para cheias


Cerca de 6,9 mil pessoas foram atingidas, principalmente na Metade Norte do Estado, devido ao forte temporal que atingiu o Estado no fim de semana, segundo informações da Defesa Civil. A cidade mais afetada é Não-Me-Toque, no Alto do Jacuí, onde 3.750 moradores sofreram prejuízos com a chuva.


Em Paim Filho, no Nordeste, o número de moradores atingidos é de 2.455; em Panambi, na Serra, 500; em Fagunes Varela, no Nordeste, 280; em Maximiliano de Almeida, na mesma região, 120; e em Alegrete, na fronteira Oeste, 75. Panambi e Paim Filho já decretaram situação de emergência e Não-Me-Toque, Fagunes Varela, Maximiliano de Almeida e Alegrete assinaram Notificação Preliminar de Desastre (Nopred).


A Defesa Civil informou, no entanto, que até agora só recebeu os Nopreds desses municípios. Em Panambi, a prefeitura decretou ontem situação de emergência depois que o rio Fiúza, que corta a cidade, transbordou e alagou diversas regiões.


Cerca de 20 famílias ficaram desalojadas e 35 indígenas acampados no município precisaram ser alojados no Ginásio de Esportes do município. Segundo o prefeito Miguel Schmitt-Prym, foi preciso abrir bueiros e calçamentos para que a água fosse escoada, entre eles na rua Carazinho, importante via do Distrito Industrial do município.


A prefeitura de Paim Filho assinou o decreto no sábado, depois que o acumulado de precipitação chegou a 120 mm em apenas 45 minutos e alagou diversos imóveis - inclusive a Delegacia de Polícia do município, no Centro. Três comunidades ficaram isoladas: Auxiliadora, Espraiado e Santo Antônio. O acesso a essa última já está sendo restabelecido. Algumas crianças não conseguiram chegar às escolas nesta manhã de segunda-feira.

Cheia no Rio Taquari – 27 de março de 2011

Rodovia Estrela Colinas já foi liberado

Cheia no Rio Taquari – 27 de março de 2011

O Rio Taquari registrou nova cheia no dia . Começou a subir na madrugada em torno de 55 Cm por hora. Por volta de 17 horas de domingo estabilizou em 20 metros, 7 acima da cota normal. A Rádio Studio FM fez acompanhamento especial da subida das águas informando aos ouvintes a situação no Vale do Taquari.


Águas do Rio Taquari – Fevereiro de 2011 - Relatório Aepan-ONG:


Águas do Rio Taquari – Fevereiro de 2011 - Relatório Aepan-ONG: Em monitoramento implementado por voluntários da Aepan-ONG no dia 27 de fevereiro de 2011, às 17h10min, pode-se constatar que as águas do Rio Taquari estavam em condições ambientais aceitáveis. O ponto de coleta de amostra, observações e análises se deu entre a antiga empresa Granóleo e o Porto de Estrela.

No dia do monitoramento o sol encontrava-se entre nuvens; pela manhã houve chuvisqueiro. Temperatura do ar: 27 ºC; Umidade Relativa do Ar: 88%.

A transparência das águas estava em 60 Cm; temperatura: 27,4 ºC; inodora; marrom esverdeada; isenta de óleos e espumas.

Oxigênio Dissolvido em boa concentração: 8,0 mg/L; matéria orgânica: 2,8 mg/L e pH: 7,1. Foram observados cardumes de peixes na água; Também pedaços de galhos em razão das chuvas registradas na bacia Taquari-Antas.

Mata ciliar em processo de recuperação, diminuiu acentuadamente a degradação ambiental, principalmente lixo nas barrancas. Foram vistos diversas espécies de pássaros na mata ciliar. Temperatura do solo: 28 ºC.


Mês de fevereiro na Bacia Taquari-Antas:

Padrão atmosférico estacionado sobre a região do Vale do Taquari, e grande parte do RS, trouxe muita chuva. Em Estrela a precipitação acumulada de chuva foi de 253 mm. Na região do Vale do Taquari, houve acumulado de até 300 mm. As temperaturas extremas foram: mínima de 18,5 ºC e máxima de 37,0 ºC. Dias e noites do mês de fevereiro marcadas por abafamento. A umidade relativa do ar alta fazia com que a sensação térmica fosse superior a temperatura real. Responsáveis: Jorge Scherer – Técnico Ambiental Airton Engster dos Santos: Laboratório

SuperLua ou Perigeu no céu de Estrela-RS






SuperLua ou Perigeu no céu de Estrela-RS

Quem olhou para o céu, na noite de sábado (19), teve a impressão de ver a Lua maior em comparação aos outros dias. A sensação é explicada pelo fenômeno conhecido como perigeu ou superlua, período de maior a aproximação do satélite em relação à Terra.

Esta é a Lua mais cheia desde 1993. Durante o perigeu, a Lua pode ser vista num tamanho 14% superior ao usual e com um brilho 30% maior que o de uma Lua cheia em seu apogeu.

A Lua ficou cerca de 50 mil km mais próxima da Terra, mas ainda a uma distância de cerca de 356.577 km, segundo a Nasa (agência espacial norte-americana).
As imagens em anexo foram feitas do Laboratório da Aepan-ONG junto ao Complexo da ex-AMBEV em Estrela-RS.

Corredor Ecológico do Rio Taquari - 2011


Rio Taquari - Estrela-RS

Mônica Maranghelli de Ávila e autoridades "de olho" no Corredor Ecológico em Taquari

Um grupo de profissionais e gestores públicos realizaram na manhã de terça-feira, dia 22, uma vistoria na margem esquerda do Rio Taquari, com objetivo de verificar a implantação do corredor ecológico.

Dois membros do Policiamento Ambiental da Brigada Militar e uma representante do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap) acompanharam a ação, além do prefeito Ivo Lautert, secretário da Agricultura, Gênis Muxfeldt e engenheiros florestais que desenvolveram o projeto do corredor ecológico.

Em abril de 2009, a Prefeitura de Taquari assinou um termo de compromisso com o Ministério Público de Estrela para a criação do corredor ecológico, visando a preservação da mata ciliar e minimização dos danos causados aos recursos hídricos.
Em julho do mesmo ano, dez proprietários de terras às margens do rio assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometendo-se com o Ministério Público a aderir ao corredor ecológico.

Foram elaborados projetos definindo o plantio de mudas nativas características da mata ciliar.
Conforme o engenheiro ambiental Guilherme Schultz, que elaborou os projetos do corredor ecológico e participou da vistoria na terça-feira, as dez propriedades que firmaram o TAC estão adequadas, ou seja, cumpriram a etapa de plantio de mudas.
Agora, foram elaborados mais 20 novos projetos de recuperação de área degradada e uma audiência pública deverá ser marcada para os proprietários firmarem o Termo de Ajustamento de Conduta.

Nesta nova leva de projetos, entrará a empresa Duratex, e o Ministério Público definirá se a empresa deve fazer alguma compensação ambiental e termos de sua licença ambiental.
O corredor ecológico no município compreende 36 quilômetros e está entre a foz do arroio Tigre (Mariante) e foz do arroio Santa Cruz (Triunfo).
Na região, 14 municípios banhados pelo Rio Taquari estão no projeto do corredor ecológico.
Para o prefeito Ivo Lautert, poucos trechos desta área merecem uma atenção maior. “A grande parte está preservada”.

Audiência pública
Na tarde da terça-feira, dia 22 de fevreiro de 2011, a promotora do Ministério Público de Estrela, Mônica Maranghelli de Ávila, participou de uma audiência pública da Câmara de Vereadores.
Ela, gestores públicos, proprietários de terra, empresários e profissionais ligados ao projeto do corredor ecológico debateram as ações que estão sendo implantadas no município.
A promotora destacou a importância de criar um malha de proteção ao longo do rio Taquari, preservando a mata nativa e os recursos hídricos.
Criticou a omissão do Estado em relação às invasões de áreas de preservação permanente.
“Juntos, devemos buscar uma minimização dos impactos e dar esperança para as futuras gerações”.

Nas águas do Rio Taquari, a Operação Verão.

Rio Taquari-RS


Marinha: De 40 embarcações vistoriadas, 50% estavam irregulares

A Marinha do Brasil, por meio da Delegacia da Ca­­pitania dos Por­tos de Porto Alegre, realiza até hoje, dia 26 de fevreiro de 2011, nas águas do Rio Taquari, a Operação Verão.
Ação esta que busca vistoriar embarcações de todos os portes que trafegam nas águas da região. Das mais de 40 abordagens feitas, 50% tinham algum tipo de irregularidade.
Segundo dados divulgados pelo responsável pelo trabalho, capitão de fragata Jayme Tavares Alves Filho, 13 barcos apresentaram algum tipo de problema vinculado à documentação do veículo ou do condutor.
O restante das irregularidades deu-se pela falta de documentos, o que resultou no recolhimento do barco.
“A maioria dos casos de ilegalidade é registrada em barcos areeiros que circulam pela região. São os chamados navios piratas”, declara o capitão.
Filho frisa que o ato, além de ter o caráter de fiscalização, busca orientar e educar os condutores quanto às leis de navegação nas águas brasileiras.
“Estamos subindo o Rio Taquari com o intuito de vistoriar todas as embarcações que cruzarem por nós”, comenta.
Na região, as ações ficaram concentradas nas cidades de Lajeado, Cruzeiro do Sul, Estrela e Bom Retiro do Sul.
“O objetivo é conscientizar os condutores, principalmente de embarcações de esporte e recreio (lanchas e jet-skis), da obrigação de estarem habilitados”, explica o capitão.
De acordo com o responsável, a fiscalização é intensificada no verão, época em que os usuários utilizam mais as embarcações.
“Existe um planejamento anual em todos os 356 municípios da nossa área de atuação para exercer esse tipo de atividade, no entanto, na busca de coibir ilegalidades, acentuamos as vistorias no período mais quente do ano”, enfatiza Filho.
Segundo o capitão, a Marinha não tem a intenção de multar e apreender embarcações, mas fiscalizar para que as normas legais de navegação sejam cumpridas.
“O principal objetivo da operação é que os navegadores façam a habilitação náutica para estar de acordo com a legislação da Marinha”, explica.
Segundo a Capitania dos Portos de Porto Alegre, a Operação Verão atuará nas águas gaúchas até 12 de março.
Os números oficiais da ação em todo o Estado só serão divulgados após a data-limite.

“O principal objetivo da operação é que os navegadores façam a habilitação náutica para estar de acordo com a legislação da Marinha.”
Capitão de fragata Jayme Tavares Alves Filho

Onde se habilitar?
Para trafegar dentro das normas legais da Marinha e não correr o risco de ter o barco recolhido pelos agentes do órgão, o condutor deve se dirigir à Delegacia da Capitania dos Portos de Porto Alegre com documentos pessoais.

Projeto Salvar Arroio Saraquá


Promotora garante tratamento individual nas divergências do Corredor Ecológico do Rio Taquari

Rio Taquari

Promotora garante tratamento individual nas divergências do Corredor Ecológico As contestações levantadas por agricultores de Arroio do Meio, relacionadas ao Corredor Ecológico, serão esclarecidas uma a uma e em cada propriedade. A garantia é da promotora Mônica Maranguelli D'Ávila, responsável pela execução jurídica do projeto. Oitenta proprietários de Palmas, Cascalheira, São Caetano e localidades vizinhas alegam prejuízos financeiros com a proibição de cultivo na faixa de trinta metros que margeia o Rio Taquari. A promotora citou que é necessário avaliar cada caso de forma individual. Em Estrela, por exemplo, uma agricultora com 850 metros de extensão de terra limítrofe ao rio, acordou na preservação de uma faixa que varia de cinco a quinze metros a partir do talude. Como não há risco grave de assoreamento, em função de barranca sedimentada, boa parte da reposição florestal desta propriedade será feita inclusive com vegetação de corte periódico e de finalidade alimentícia do rebanho bovino. Quanto à hipótese de ressarcimento das perdas na produção agrícola, ventilada pelos agricultores arroiomeenses, a promotora não descartou compensações econômicas, com mudas e assistência técnica, mas somente para aqueles que implantarem e conservarem a vegetação perene ribeirinha aos mananciais hídricos. Na quinta-feira da semana que vem, dia 24, será feito um encontro estadual do Ministério Público e Fetag, em Lajeado, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, para retomada do projeto Corredor Ecológico do Vale do Taquari. A recuperação das áreas lindeiras no rio envolve 13 municípios, 300 quilômetros de margem de General Câmara à Santa Tereza e perto de três mil propriedades agrícolas. Fonte: Rádio Independente

Rio Taquari - Janeiro 2011





Janeiro de 2011

Tempo abafado, quente e chuva acima da média marcaram o mês de janeiro de 2011, na bacia Taquari-Antas.

Nos primeiros dias do ano, houve precipitação pluviométrica de forma distribuída e aleatória.

No decorrer de janeiro a chuva de verão foi ganhando volume, chegando a 220 mm no final do mês.

Tempo abafado e quente com temperaturas que tiveram variação entre a mínima de 22 °C na parte da manhã e a máxima de 37 ºC na parte de tarde, em números absolutos. A temperatura média ficou em 26,4 ºC.

A sensação térmica ficou acima da temperatura real em função da forte umidade relativa do ar, causando sensação de abafamento em mal estar.

O Rio Taquari por sua vez, ficou com suas águas em condições aceitáveis. Transparência de 45 cm; oxigênio dissolvido: 8,2 mg/L; matéria orgânica: 3,7 mg/L; pH:7,4 e temperatura: 28 ºC. Água com cor esverdeada, aspecto turva, inodora, isenta de óleos e espumas. Presença de peixes (pintados) com 25 a 30 cm que foram encontrados com pescadores nas barrancas do Rio Taquari.

A temperatura do solo estava com 29 °C e presença de pássaros na mata ciliar.

O monitoramento foi realizado entre a empresa Granóleo e Porto de Estrela-RS, no dia 31 de janeiro de 2011, às 18 horas, com temperatura atmosférica de 31 °C e umidade relativa do ar de 82%. Tempo nublado.

Ambientalistas Responsáveis:

Airton Engster dos Santos

Jorge Scherer

Corredor Ecológico do Rio Taquari

Fonte: O Informativo do Vale

Mutirão recolhe lixo na Cascata de Santa Rita




Mutirão recolhe lixo na Cascata de Santa Rita

Na tarde de sexta-feira (28/01), funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Saneamento Básico de Estrela (SMMASB) realizaram um mutirão de limpeza na Cascata Santa Rita.

O objetivo foi fazer o recolhimento dos resíduos que são deixados no local pelos visitantes.

A quantidade e a variedade de resíduos recolhidos foi surpreendente, foram encontrados materiais plásticos, embalagens, papéis, garrafas pet, garrafas de vidro, fraldas descartáveis entre outros materiais suficientes para encher mais de 10 sacos de lixo (de 50 litros).

No local existe uma lixeira grande para deposição do lixo, porém a mesma estava vazia.
A orientação aos visitantes é a de que se responsabilizem pelos resíduos que lá produzirem destinando-os adequadamente.

Na tentativa de amenizar a situação está sendo providenciada a implantação de novas lixeiras dentro da área da Cascata.

Também está em andamento a confecção de uma placa que irá informar aos visitantes a quantidade de lixo recolhido periodicamente, como forma de conscientização e educação ambiental.

Cabe salientar que a Cascata Santa Rita foi denominada um Monumento Natural (Unidade de Conservação do Bioma Mata Atlântica) através da Lei Municipal nº 4.116 de 2005.

Atualmente, através da SMMASB está sendo desenvolvido o plano de manejo para o mapeamento da área e determinação de seu uso, baseando-se no que é regulamentado pelas leis ambientais.

Estas preveem algumas mudanças consideráveis na forma de uso visando a redução de impactos ambientais e a recuperação da área.