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Captação de água bruta dos rios será cobrada


Captação de água bruta dos rios será cobrada
Pagamento de empresas e setor rural começará em outubro

Os gaúchos que moram na Região Hidrográfica do Guaíba entram 2011 com um novo desafio: decidir quem irá pagar e quanto será cobrado pela captação da água bruta dos rios. Outra questão é como investir o dinheiro da cobrança para melhorar a qualidade e a quantidade do recurso natural disponível. A região, composta por nove comitês de bacias (Guaíba, Gravataí, Sinos, Taquari-Antas, Baixo Jacuí, Alto Jacuí, Caí, Pardo e Vacacaí-Vacacaí Mirim), serve como piloto do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH), que, além da implantação da Agência de Águas da Região Hidrográfica do Guaíba, prevê a cobrança do uso da água bruta.

A gestão dos recursos arrecadados é função da agência, que, por convênio com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), ficará a cargo da Metroplan. Pelo cronograma de implantação do plano, as discussões com os comitês da Bacia deverão ocorrer até maio e abordarão o modelo de cobrança a ser adotado e ações prioritárias para a aplicação dos recursos. Em junho, deverão estar definidos os valores a serem pagos por categoria de usuário. A cobrança deve começar em outubro.

Os valores e quanto cada segmento de usuário irá pagar serão definidos pela sociedade por intermédio dos comitês e dos setores produtivos que usam a água (companhias de saneamento, indústria, setor rural e mineração), que decidirão também as ações prioritárias de recuperação da Bacia onde o dinheiro arrecado será investido. A Região Hidrográfica do Guaíba compreende dois terços da população do RS. Na área também é gerado dois terços do PIB estadual (R$ 228,289 bilhões).

"Os usuários que captam e usam a água bruta poderão pagar o valor acordado de forma democrática pelos representantes da sociedade e governo. Por força das leis federal e estadual, todo o recurso arrecadado será integralmente aplicado em ações de recuperações da Bacias", esclarece o diretor do Departamento de Recursos Hídricos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Paulo Renato Paim. Ele afirma que a implantação do PERH foi iniciada em 2006. "Agora é preciso consolidar os instrumentos de gestão. Seu funcionamento depende de um amplo acordo entre governo e sociedade."

Rio Taquari-RS – Relatório Aepan-ONG - abril de 2010





Rio Taquari – Relatório Aepan-ONG - abril de 2010

O Rio Taquari teve uma pequena elevação em sua cota, chegando a ficar 4,5 metros acima de seu nível normal no dia 27 de abril de 2010. Não houve maiores consequencias para população ribeirinha. Leito Normal: 13 metros; Leito dia da cheia: 17,5 metros.

Outra situação que merece registro foi a mortandade de peixes “Pintados” no Arroio Estrela, na Ponte do Stangler, no antigo moinho de trigo, causado por falta de oxigênio na água,
especificamente num antigo tanque do moinho onde os peixes ficaram presos. Populares e autoridades agiram rapidamente salvando grande parte dos peixes represados.

Também houve um acidente ecológico, com observação de espumas no Rio Taquari, quando um tanque de sabão foi aberto inadvertidamente numa fábrica de sabão em Estrela. Não houve maiores consequencias.

No dia 25 de abril de 2010, foi efetivado levantamento das condições ambientais do Rio Taquari, com coleta de água realizada em Estrela-RS.

Ás 17 horas, momento em que os ambientalistas da Aepan-ONG faziam as análises, medidas e observações, a Umidade Relativa do Ar encontrava-se em 92%. O vento soprava numa velocidade de 12 km/hora. Dia nublado com chuvas, temperatura com 22 °C.

A transparência da água de apenas 70 cm de profundidade. Cor marrom e aspecto barrenta; Cheiro característico do Rio Taquari. Matéria Orgânica com 2,5 mg/litro. Temperatura da água de 21 °C; pH: 6,9; Oxigênio Dissolvido de 9,8 mg/litro. Sem lixo flutuante. Peixes pequenos foram observados na água.

Na mata foram encontradas variedades de lixos jogados, Temperatura do solo de 20 °C.
Também foram vistas diversas espécies de pássaros, principalmente o Sabiá Laranjeira.
Com relação a flora destacamos Açoita-cavalo (Luehea divaricata), presente ao longo da mata ciliar.

Curiosidades

Flora:Encontrados pés de Açoita Cavalo na mata ciliar do Arroio Estrela e Rio Taquari.Açoita Cavalo tem galhos e folhas bastante ásperos. Sua floração perdura por uns dois meses a partir de Fevereiro.

Fauna:Avistamos o pássaro conhecido por Sabiá Laranjeira cujo dorso é escurecido, sendo a parte baixa do peito e o ventre alaranjados. Alcança 25 cm de comprimento. Visto em toda área da mata ciliar do Rio Taquari e arroios. Alimenta-se de frutos, minhocas e lagartos.

Temperatura e Precipitação Pluviométrica em Estrela-RS:

A máxima temperatura observada, no mês de abril de 2010, foi de 29,0 °C e a mínima foi de 13,1 °C. Já a precipitação foi de 135 milímetros.

Voluntários:Leonardo Alex Stephan,Jorge Scherer,Marco Kaefer,Airton Engster dos Sntos, Ernane Theisen.

Rio Taquari - Janeiro de 2010





Foto do Rio Taquari no dia da coleta de amostra em Estrela-RS

Fortes chuvas marcaram o

mês de janeiro/2010 na Bacia Taquari-Antas


No domingo dia 31 de janeiro de 2010, voluntários da Aepan-ONG realizaram levantamento das condições ambientais do Rio Taquari. O local escolhido para coleta de amostra e levantamentos físicos, foi a antiga escadaria, atrás da extinta Cervejaria Polar em Estrela-RS.

Ás 17 horas, momento em que se efetivou as atividades de observação e medidas o sol brilhava intensamente, sem nuvens e com céu azul, soprava uma brisa suave com ventos entre 12 a 19 km por hora. A umidade do ar de 75% e temperatura atmosférica de 35 °C, muito quente e abafado. Cabe informar que, em Estrela-RS, no mês de janeiro de 2010, a temperatura máxima foi de 38,2 °C e mínima de 20 °C.

Observou-se a presença de diversas espécies de pássaros na mata ciliar. Também muito lixo jogado na margem do rio. A temperatura do solo com 32 °C.

A transparência da água com 72 centímetros de profundidade medida com disco de Secchi. A água inodora esverdeada e com aspecto límpido com 27,5 °C de temperatura. Sem nenhuma proliferação de algas. Também não foi visto óleo nem espumas na lâmina da água. Presença de cardumes de peixes.

Oxigênio Dissolvido com ótima concentração 9,0 mg/L e pH de 7,0. Outras análises químicas normais. Matéria Orgânica: 2,6 mg/L.

Após apuração e estudos dos resultados obtidos pode-se afirmar que as condições ambientais das águas do Rio Taquari são boas.

No mês de janeiro, o que trouxe transtorno para comunidade regional foram as fortes chuvas que causaram enormes estragos, principalmente nas comunidades de Marques de Souza e Travesseiro. Muitas pessoas perderam todos seus pertences, inclusive seus meios de subsistência, com perdas de lavouras, animais entre outros. O Rio Forqueta, afluente do Rio Taquari em sua margem direita, após receber um volume de chuvas muito grande, em curto espaço de tempo, transbordou levando tudo que havia pela frente. Cabe ressaltar que o Rio Forqueta recebe água de dois afluentes principais: Arroio do Fão e Rio Forquetinha que contribuíram com suas águas, em grande correnteza, para destruição que se seguiu. O Rio Taquari apresentou uma cheia de 23,95 cm, medida do Porto de Estrela, desalojando muitas famílias no município. Em Estrela, a precipitação pluviométrica foi de 327 milímetros de janeiro de 2010.


Fauna na mata ciliar do Rio Taquari:

Mas nem tudo foi destruição, a vida pede passagem, entre os pássaros que foram avistados na mata ciliar do Rio Taquari no mês de janeiro de 2010, no município de Estrela-RS, podemos destacar a Rolinha-Roxa, que possui como características uma plumagem ferruginea. O macho tem cabeça cinza azulada, enquanto a fêmea é uniformemente cinza-ferrugem. Alcança 17 cm de comprimento.

Seu habitat ocorre com maior freqüência, em ambientes úmidos e locais abertos, adaptando-se perfeitamente à vida na cidade.

Na praça central Menna Barreto, do município de Estrela-RS, é comum vê-la nas árvores e canteiros. Alimenta-se de grãos e frutos, procurando geralmente seu alimento no solo.


Participaram dos trabalhos: Jorge Scherer, Airton Engster dos Santos e Marco Kaffer. Fotos: Pedro Valdir Pereira.



Enchente no Rio Taquari - Janeiro de 2010





Precipitação Atípica Causa

Enchente e destruição no Vale Taquari


A chuva forte que caiu no dia 04 de janeiro de 2010, com grande volume de água que variou de acordo com os municípios, entre 180 mm e 240 mm, em curto espaço de tempo (12 horas), causou estragos e desabrigou centenas em muitos municípios da Bacia Taquari-Antas.


Em Estrela, a Defesa Civil atuou de forma competente em todo episódio da cheia, tendo como órgão de apoio e logística a Prefeitura Municipal.


As famílias, com domicílios em áreas alagadiças foram retiradas, junto com seus pertences e encaminhadas para ginásios da cidade.


Orientações gerais de saúde e prevenção de acidentes foram repassadas aos flagelados que ao todo somaram 40 famílias.


A Rádio Alto Taquari de Estrela fez plantão especial repassando informações e orientações sobre as subidas das águas e cota final da cheia que chegou a 23,95 metros, ou seja, 10,95 metros acima do nível normal.


Em dado momento, o nível das águas chegou a subir 1,10 metros por hora, que preocupou as autoridades encarregadas de fazer a retirada da população em risco eminente.


Felizmente não houve vítimas fatais em Estrela-RS.


Marques de Souza viveu situação de Calamidade Pública:


As águas do Rio Forqueta, afluente do Rio Taquari pelo lado direito, subiu rapidamente não dando tempo para as pessoas retirarem seus pertences nem animais.


A agricultura e pecuária base da economia em Marques de Souza foi destruída por completo. Também os camping, atividade muito difundida no município, cujas estruturas foram arrastadas pelas águas.


Em torno de 100 famílias ficaram desalojadas, muitas delas sendo retiradas dos telhados das residências pelo Corpo de Bombeiros.

A população ficou sem água nem energia elétrica. A BR 386 que corta o município de Marques de Souza, ficou submersa por um metro de água.


Campanhas de solidariedade foram desencadeadas em todo Vale do Taquari, para auxiliar a população flagelada.


Outros município também foram atingidos pelas cheias como: Travesseiro, Forquetinha, Mato Leitão, Cruzeiro do Sul, Progresso, Encantado,Muçum, Arroio do Meio e Anta Gorda.


Ruas, pontes e rodovias foram interrompidas pelas águas, deslizamentos e pessoas desalojadas. O cenário segundo algumas testemunhas foi de um cenário de guerra.


Texto: Airton Engster dos Santos

Fotos: Jorge Scherer

Rio Taquari - Gráficos 2009 - Condições Ambientais





Rio Taquari - Gráficos 2009 - Condições Ambientais





Rio Taquari - Condições Ambientais da Água - Dezembro de 2009

Festa do Bem-Te-Vi, marca início de 2010

no Rio Taquari...


No dia 29 de dezembro de 2009, foi efetivado o último levantamento das condições ambientais do Rio Taquari, com coleta de água realizada em Estrela-RS.


Ás 19 horas, momento em que os ambientalistas da Aepan-ONG faziam as análises, medidas e observações, a Umidade Relativa do Ar encontrava-se em 78%. O vento soprava numa velocidade entre 6 a 11 km/hora. Dia ensolarado e muito quente, com 32,5 °C.


A transparência da água de apenas 30 cm preocupou os ambientalistas. Sólidos em suspensão; cor marrom e aspecto vermelho barrento; Cheiro característico do Rio Taquari. Matéria Orgânica de 4,5 mg/litro. Temperatura da água de 28 °C; pH: 7,0; Oxigênio Dissolvido de 7,5 mg/litro. Sem lixo flutuante, espumas ou óleo. Peixes pequenos foram observados na água.


Na mata foram encontradas variedades de lixos jogados, como: latas, plásticos e garrafas pett. Temperatura do solo de 27 °C.


Também foram vistas diversas espécies de pássaros, entre eles o Bem-Te-Vi em maior destaque e borboletas de cores preta, amarela e marrom.


Curiosidade:


Bem-Te-Vi : Ave encontrada nas matas do Rio Taquari:

Ave de bico escuro e robusto, ventre amarelo, garganta e sobrancelhas brancas, Dorso escuro. Atinge 22 cm de comprimento.


Adapta-se muito facilmente a qualquer ambiente. Geralmente próximo da água.


Alimenta-se, basicamente, de insetos, podendo completar sua dieta com peixes pequenos e frutos. Faz ninho em copas altas, com bastante gravetos.


Borboletas:

De cores preta, amarela e marrom, que atingem em torno de 5 cm, também encontradas na mata ciliar do Rio Taquari, apresentam vôo lento, um pouco irregular e realizado a baixa altura, não ultrapassando 2 metros de altura. Sua lagarta alimenta-se de guaco-do-mato e outras plantas afins.


Temperatura e Precipitação Pluviométrica em Estrela-RS:

A máxima temperatura observada, no mês de dezembro de 2009, foi de 37,5 °C e a mínima foi de 17,0 °C. Já a precipitação foi de 150 milímetros. O total de chuva no ano de 2009 foi de 2.145,5 milímetros, a maior registrada nos últimos anos.



Voluntários responsáveis:

Airton Engster dos Santos

Jorge Scherer

Terceira Enchente do Rio Taquari em 2009






Mais uma cheia atinge a região em 2009

Mais uma cheia atinge a região do Vale do Taquari no mês de setembro, chegando em 21,65 metros em seu pico máximo, conforme medida da régua do Porto de Estrela.

Com a repetição do fenômeno é a terceira enchente do Rio Taquari no ano de 2009 (uma em agosto e duas em setembro). Situação só verificada há 27 anos atrás, quando em 1982 houve três cheias nos meses: de junho com 24,96 metros; de outubro com 22,70 metros e novembro com 21,20 metros daquele ano.

Conforme monitoramento da Aepan-ONG a precipitação pluviométrica em Estrela-RS, chega a 410 milímetros no mês de setembro de 2009, sendo a maior quantidade de chuva em único mês, pelo menos nos últimos dez anos. Antes disso a maior precipitação foi verificada em outubro de 2008 com 314 milímetros.

Diversas famílias ficaram flageladas no Vale do Taquari e o Vale do Rio Pardo foi atingido por um temporal de granizo que danificou residências e lavouras de fumo, trazendo danos econômicos e sociais na região.

Para os ambientalistas da Aepan-ONG o agravamento da situação dos fenômenos climáticos como chuvas e enchentes está ligado especialmente ao aquecimento global e com relação as cheias do Rio Taquari, o desmatamento das margens dos recursos hídricos, trazem enorme contribuição, para que as águas cheguem cada vez mais rápido ao leito principal do Rio, causando inundações com prejuízos para população em geral.

Texto: Airton Engster dos Santos
Imagem: Jorge Scherer
Gráficos: Aepan-ONG

Rio Taquari - Junho de 2009



Condições do Rio Taquari em Junho/2009

Águas do Rio Taquari com boas condições ambientais em junho de 2009 .

No dia do monitoramento (13/06) o tempo era ensolarado, com temperatura do ar de 19,5 °C às 15 horas. Soprava um vento leve de montante a jusante sem nuvens. Umidade Relativa do ar com 56%. A transparência da água com 140 cm, cor esverdeada e aspecto transparente. Não foi verificado espuma na superfície da água. Foi constatado uma mancha de óleo de 30 m² sobre a água. Temperatura da água com 16°C.

O Potencial de Hidrogênio (pH) 6,8, portanto neutro e ideal. Água inodora. Foi constatada a presença de peixes na água. Verificado lixo nas barrancas, especialmente plástico e isopor. Oxigênio Dissolvido dentro da margem, de segurança. Foram vistos libélulas e borboletas na vegetação.

Os trabalhos foram coordenados por voluntários da Aepan-ONG.


Rio Taquari na chegada do outono





Rio Taquari com águas transparentes


No sábado dia 21 de março de 2009, voluntários da Aepan-ONG realizaram levantamento das condições ambientais do Rio Taquari.

Ás 09 horas, momento em que se efetivou as atividades de observação e medidas o sol brilhava intensamente, sem nuvens e com céu azul, soprava uma brisa suave com ventos entre 12 a 19 km por hora. A umidade do ar de 66% e temperatura atmosférica de 26 °C.

Observou-se a presença de diversas espécies de pássaros na mata ciliar. Também muito lixo jogado na margem do rio. A temperatura do solo com 23 °C. A jusante 200 metros do Porto de Estrela, desbarrancamento recente numa extensão de 150 metros.

A transparência da água com 95 centímetros de profundidade medida com disco de Secchi. A água inodora esverdeada e com aspecto límpido com 26 °C de temperatura. Sem nenhuma proliferação de algas. Também não foi visto óleo nem espumas na lâmina da água. Presença de cardumes de peixes.

Oxigênio Dissolvido com ótima concentração e pH de 6,8. Outras análises químicas normais.

No Porto de Estrela realizavam-se trabalhos de descarga de dois barcos de arreia.

Após apuração e estudos dos resultados obtidos pode-se afirmar que as condições ambientais das águas do Rio Taquari são boas.

O que causa preocupações são o lixo e o desbarrancamento com o conseqüente assoreamento do Rio.

Participaram dos trabalhos: Jorge Scherer, Airton Engster dos Santos e Marco Kaffer.


Dia Mundial da água - 22 de março:

Nosso planeta tem cerca de dois terços só de água. Pela lógica, parece haver água sobrando para a população, não é? Parece um absurdo falar em crise da água?

Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios, ou ainda as indústrias que jogam água quente nos rios - o que é fatal para os peixes. A pouca água que existe fica ainda mais comprometida. Isto exige a construção de estações de tratamento de esgoto e dessalinização, por exemplo. E exige conscientização para que se evite o desperdício e a poluição, principalmente nas grandes cidades.

Com o objetivo de chamar a atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992 o Dia Mundial da Água: 22 de março.

Por conta disso, a ONU também elaborou um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água", que trata desse líquido como a seiva do nosso planeta.


Airton Engster dos Santos - Aepan-ONG

Algas em rios e lagos

ALGAS – Importância e Crescimento

Os fitoplâncton são algas [principalmente dos grupos Pyrrophyta (dinoflagelados) e Chrysophyta (diatomáceas)], cuja presença e concentração nos lagos, rios e arroios está fortemente associada ao estado trófico do manancial.

As algas (plantas inferiores que não apresentam organização complexa do corpo e que produzem a fotossíntese) são importantes para o ecossistema lacustre porque:

Convertem material inorgânico em orgânico (através da fotossíntese)

Oxigenam a água (ainda através da fotossíntese)

Servem como base essencial para a cadeia alimentar

Afetam a quantidade de luz solar que penetra na coluna d´água

Como muitas plantas superiores, as algas precisam de luz, de suprimento de nutrientes inorgânicos e de faixas específicas de temperatura para crescerem e se reproduzirem. Dentre esses fatores, o suprimento de nutrientes (especialmente o Fósforo) é um dos principais, pois é ele que ditará a evolução do seu crescimento.

Fatores que afetam o crescimento das algas

Há uma série de fatores ambientais que influem no crescimento das algas nos lagos e reserevatórios. Os principais são os seguintes:

A quantidade de luz solar que penetra na água (afetada pela intensidade dos raios solares; pela quantidade de material em suspensão; e pela cor da água);

A disponibilidade de nutrientes para o crescimento das algas (determinado tanto pela fonte como pelos mecanismos de remoção);

A temperatura da água (regulada pelo clima, altitude, lançamento de efluentes, etc.);

A remoção física das algas (pelo seu afundamento ou saída através de um vertedor);

O pastoreio da população algal (por peixes, animais microscópicos e outros organismos (zooplâncton));

O parasitismo por bactérias, fungos e outros microrganismos; e

A competição de outras plantas aquáticas por alimento e luz.

É a combinação destes e de outros fatores ambientais que determinam o tipo e a quantidade de algas encontradas em um lago. É importante observar, contudo, que esses fatores estão sempre num estado de fluxo. Isso porque a multiplicidade de eventos, inclusive a mudança das Estações, o uso dos terrenos da bacia e as enxurradas que, constantemente, criam "novos ambientes" no lago.

Essas mudanças ambientais podem ou não apresentar ótimos habitats para o crescimento ou mesmo a sobrevivência de uma espécie particular de alga. Consequentemente há, em geral, uma sucessão de espécies diferentes de algas no lago ao longo do ano e de ano para ano.

Pesquisa: Airton Esgster dos Santos
Fonte: Livros Biologia Acervo Aepan-ONG

Rio Taquari - Fevereiro de 2009





Aepan-ONG realizou trabalho de campo

No sábado dia 14 de fevereiro, voluntários da Aepan-ONG realizaram levantamento das condições ambientais do Rio Taquari.
Ás 11 horas, momento em que se efetivou as atividades de observação e medidas o sol brilhava intensamente soprando uma brisa suave com folhas e os ramos na mata ciliar num constante vai e vem, ventos entre 12 a 19 km por hora. A umidade do ar de 61% e temperatura de 28 °C.
Observou-se a presença de pássaros na mata ciliar. Também muito lixo jogado nas barrancas, inclusive uma fogueira ainda queimando. A temperatura do solo com 25 °C.
A transparência da água estava com 1,09 metros de profundidade medida com disco de Secchi. A água apresentava-se inodora esverdeada e com aspecto límpido. Foi constatada a presença de pequenas manchas de óleo derivado de petróleo e ausência de espumas dentro do recurso hídrico. Sem proliferação de algas.
Oxigênio Dissolvido com ótima concentração e pH de 7,2. Outras análises químicas normais para época do ano.
Após apuração e estudos dos resultados obtidos pode-se afirmar que as condições ambientais do Rio Taquari são boas.

Participaram dos trabalhos: Jorge Scherer, Airton Engster dos Santos e Marco Kaffer.
Aepan-ONG

Rio Taquari




Condições ambientais do Rio Taquari são boas em novembro:
Monitoramento dia 24 de novembro de 2008.
Local do levantamento: Porto de Estrela:

São boas as Condições Ambientais do Rio Taquari no mês de novembro de 2008. Transparência da água: 80 cm; Inodora; Temperatura da água: 25,0 °C; pH: 7,3; Cor esverdeada com aspecto límpido; Isento de espumas e óleo; Ótima concentração de Oxigênio Dissolvido; Presença de muitos peixes; Água com lixo apenas natural proveniente da vegetação; Revoando na mata ciliar e sobre as águas muitos pássaros; Pouco lixo na barranca; Temperatura do Solo: 24,7 °C. No dia 24 de outubro, às 10:00 horas, momento em que os voluntários da Aepan-ONG realizavam o levantamento de campo, o tempo encontrava-se ensolarado, temperatura de 32,3°C com 60% de umidade relativa do ar e brisa leve.

Houve pouca precipitação pluviométrica no mês, e a água estava com aspecto límpido e com matéria orgânica baixa.

Equipe de voluntários da Aepan-ONG: Jorge Scherer, Airton Engster dos Santos e Marco Kaffer.

Prof. Juan Carlos Abad Flores Barragan - SENAC-LAJEADO

Sres da Aepan,

É realmente um prazer saber da sua defesa em prol do meio ambiente e visando essa questão aproveito para me pôr a sua disposição como Coordenador do Curso Técnico de Guia de Turismo Nacional. Nossa instituição deseja participar e apoiar qualquer ação nesse sentido e justamente nessa direção estamos atualmente trabalhando num pequeno projeto sobre a contamiinação do rio Taquari. Visamos focar exclusivamente e devido a abordagem acadêmica, o trecho entre Estrela e Lajeado onde há um comjunto pequeno de industrias que se utlizam do Taquari para diluição de seus dejetos. Gostariamos de mais alguma informação complementar sobre o assunto a qual apreciamos desde já. Att.

Prof. Juan Carlos Abad Flores Barragan SENAC-LAJEADO

Rio Taquari com boas condições ambientais


Rio Taquari com boas condições ambientais:
Monitoramento dia 23 de agosto de 2008.
Local do levantamento: Porto de Estrela

São boas as Condições Ambientais do Rio Taquari no mês de agosto de 2008. Transparência da água: 40 cm; Inodora; Temperatura da água: 18,4 °C; pH: 7,2; Cor esverdeada com aspecto barrenta; Isento de espumas; Presença de pequenos galhos de árvores; Ótima concentração de Oxigênio Dissolvido; Presença de poucos peixes; Água com lixo apenas natural proveniente de mata ciliar. Revoando sobre as águas alguns pássaros. Pouco lixo na barranca. Temperatura do Solo: 22,5 °C. No dia 23 de agosto, às 14:00 horas, momento em que os voluntários da Aepan-ONG realizavam o levantamento de campo, o tempo encontrava-se ensolarado, temperatura de 24,5°C com 86% de umidade relativa do ar e vento fraco.
Houve precipitação pluviométrica considerável no mês, motivo pelo qual a água estava com aspecto barrento e com matéria orgânica elevada.
A equipe de monitoramento foi acompanhada por Adelson Jardim Freitas, Chefe de Máquinas do Barco Trevo Verde que manifestou preocupação com o lixo que encontra ao longo da via fluvial do Rio Taquari. “Disse que inclusive animais e óleo mineral fazem parte da rotina do rio”.
Equipe de voluntários da Aepan-ONG: Jorge Scherer, Airton Engster dos Santos e Marco Kaffer.

DBO - DQO - Matéria Orgânica na Água


DBO e DQO - Matéria Orgânica na água:


Análise (DBO)


A DBO de uma amostra de água é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável. A DBO é normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumido durante um determinado período de tempo, numa temperatura de incubação específica. Um período de tempo de 5 dias numa temperatura de incubação de 20 °C é freqüentemente usado e referido como DBO 5,20.Os maiores acréscimos em termos de DBO, num corpo d'água, são provocados por despejos de origem predominantemente orgânica.


A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir à completa extinção do oxigênio na água, provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática.Um elevado valor da DBO pode indicar um incremento da micro-flora presente e interferir no equilíbrio da vida aquática, além de produzir sabores e odores desagradáveis e ainda, pode obstruir os filtros de areia utilizadas nas estações de tratamento de água.


Pelo fato da DBO somente medir a quantidade de oxigênio consumido num teste padronizado, não indica a presença de matéria não biodegradável, nem leva em consideração o efeito tóxico ou inibidor de materiais sobre a atividade microbiana.


Demanda Química de Oxigênio (DQO)---É a quantidade de oxigênio necessária para oxidação da matéria orgânica através de um agente químico. Os valores da DQO normalmente são maiores que os da DBO, sendo o teste realizado num prazo menor e em primeiro lugar, servindo os resultados de orientação para o teste da DBO. O aumento da concentração de DQO num corpo d'água se deve principalmente a despejos de origem industrial.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos e Jorge Scherer

Parâmetros Físicos da Água


Temperatura

A temperatura da água é um fator que influencia a grande maioria dos processos físicos, químicos e biológicos na água, assim como, outros processos como a solubilidade dos gases dissolvidos. Uma elevada temperatura faz diminuir a solubilidade dos gases, por exemplo, o oxigênio dissolvido, além de aumentar a taxa de transferência de gases, o que pode gerar mau cheiro, no caso da liberação de gases com odores desagradáveis.Os organismos aquáticos possuem limites de tolerância térmica superior e inferior, temperaturas ótimas para crescimento, temperatura preferencial em gradientes térmicos e limitações de temperatura para migração, desova e incubação do ovo. Variações de temperatura são partes do regime climático normal e corpos d'água naturais apresentam variações sazonais e diurnas, bem como estratificação vertical.

Cor

A cor é originada de forma natural, da decomposição da matéria orgânica, principalmente dos vegetais - ácidos húmicos e fúlvicos, além do ferro e manganês. A origem antropogênica surge dos resíduos industriais e esgotos domésticos. Apesar de ser pouco freqüente a relação entre cor acentuada e risco sanitário nas águas coradas, a cloração da água contendo a matéria orgânica dissolvida responsável pela cor pode gerar produtos potencialmente cancerígenos, dentre eles, os trihalometanos.

Turbidez

A turbidez representa o grau de interferência com a passagem da luz através da água, conferindo uma aparência turva à mesma. A alta turbidez reduz a fotossíntese de vegetação enraizada submersa e algas. Esse desenvolvimento reduzido de plantas pode, por sua vez, suprimir a produtividade de peixes. Logo, a turbidez pode influenciar nas comunidades biológicas aquáticas.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos e Jorge Scherer